Ordem do Sagrado Manto de São José


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09/09/2021
O dia em que Santa Teresa de Ávila foi curada por São José



Até agora, São José nunca deixou de fazer o que lhe pedi. É incrível ver os imensos dons que Deus me deu por meio deste bendito santo; de que perigos ele me libertou, corpo e alma", escreveu Santa Teresa

Por ocasião do ano de São José, o Papa Francisco recordou repetidamente que o pai adotivo de Jesus era venerado por muitos grandes santos. Entre eles, São João XXIII e seu sucessor imediato, Paulo VI. No entanto, foi a grande mística do século XVI, Santa Teresa de Ávila, que tinha especial veneração por São José. Em seu “Livro da Vida“, a reformadora da Ordem Carmelita confidencia que várias vezes pediu a ajuda do esposo de Maria. Além disso, ela se refere aos frutos surpreendentes de suas orações dirigidas a São José.

Santa Teresa e a cura atribuída a São José

Santa Teresa acreditava firmemente que devia sua cura física ao pai adotivo de Jesus. Quando, aos 18 anos, ela entrou para um convento carmelita em Ávila, sua saúde piorou rapidamente. A doença foi o resultado de práticas ascéticas exaustivas que lhe causaram paralisia e dor insuportável.

Em várias ocasiões, as irmãs do convento prepararam-se para a morte dela. Um dia, a jovem carmelita não conseguia nem levantar as pálpebras. De fato, as Carmelitas fecharam seus olhos, pensando que não havia mais esperança para ela e que, de qualquer maneira, seu corpo logo deveria ser colocado em um caixão. Com suas últimas forças, a jovem carmelita decidiu, então, pedir ajuda a São José. Anos depois, ela escreveu:

“Naquela época, escolhi São José, o Glorioso, meu advogado e patrono, confiando-me a ele. Vi com clareza que, naquela necessidade como em outras maiores, no que diz respeito à honra e à perda de almas, esse pai e chefe me guiou muito melhor do que eu sabia pedir a ele. “

Para a surpresa de todos, Teresa ficou completamente curada. Por isso, daquele momento até o fim de sua vida, ela promoveu a devoção a São José em todos os lugares. Ficou convencida de que a intercessão do pai de Jesus tem um caráter muito especial. Ela explica isso em seu livro autobiográfico:

“Até agora, São José nunca deixou de fazer o que lhe pedi. É incrível ver os imensos dons que Deus me deu por meio deste bendito santo; de que perigos ele me libertou, corpo e alma. Isso foi confirmado – por minha própria experiência, mas também por várias outras pessoas a quem disse para confiar nele. Muitos que, experimentando esta verdade, renovaram sua devoção a ele.”

Imediatamente, Santa Teresa decide preparar celebrações suntuosas em seu convento na memória litúrgica de São José. Uma festa grandiosa em clima de alegria geral com até fogos de artifício!

Frutos espirituais

Só depois de um tempo a carmelita percebeu que esse tipo de expressão de adoração não é suficiente. Muito mais do que os sinais externos de reverência, é a transformação espiritual que é importante. Ela escreveu:

“Tentei celebrar a memória dele com o máximo de esplendor possível. Enchi-me de mais vaidade do que de espírito em querer que fosse feito de forma refinada e bem-sucedida (…) Que o Senhor me perdoe. “

Quais são, então, os frutos espirituais de se recorrer a São José? Acima de tudo, Teresa destaca a eficácia da oração dirigida ao protetor de Jesus. Entretanto, nem sempre se trata da satisfação de um pedido ou desejo concreto, mas da consciência emergente do bem que Deus deseja para cada pessoa. Muitas vezes, esse bem acaba sendo diferente do que é solicitado. A carmelita explica:

“Com a grande experiência que tenho dos benefícios que São José obtém de Deus, gostaria de convencer a todos a se tornarem devotos zelosos deste glorioso santo, porque há um grande benefício para as almas que se confiam aos seus cuidados. Todos os anos, no aniversário dele, pergunto uma coisa a ele e sempre vejo acontecer. Se o pedido estiver um pouco fora de sintonia, ele o direciona para o meu bem maior. “

Santa Teresa e o realismo cristão

Nessa atitude de Santa Teresa de Ávila, algo se revela que o Papa Francisco chama de realismo cristão. Trata-se de um consentimento à ação de Deus para se livrar do medo de não receber os dons concretos que se pode considerar num dado momento – muitas vezes erroneamente – como os mais importantes. O realismo cristão não rejeita nada do que existe.

Foi São José quem o ensinou a Teresa d’Ávila: os pedidos são ouvidos por Deus, mesmo que nem sempre Deus nos ofereça o que nos parece mais justo. É necessário, portanto, entregar – se à vontade de Deus em confiança, o que muitas vezes equivale a um consentimento tácito a um amor que o homem não pode compreender plenamente no momento.



Fonte: aleteia.org


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